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segunda-feira, 22 de agosto de 2011


"Gostaria de te desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes.
E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade!"

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ciao gioia mia!

Adoro pessoas animadas e empolgadas mesmo para uma terça feira à noite. Ao checar minha cyber society no facebook hoje fui surpreendida pelo 49. Provavelmente injetou-se insulina, ou deve ser a vontade louca por Sidney – que por sinal já está me provocando borboletas no estômago. Voltando a questão da insulina, já reparou o grau de loucura da criançada em festas infantis? É coisa do demônio, ou melhor, coisa do açúcar. O efeito que esse LSD infantil causa é meio assustador para adultos entediados que pararam de se drogar. Claro, sempre tem o banana que não cresceu e aproveita a festinha pra tirar o atraso do mês e ingerir todo aquele porre de açúcar. O fato é que a insulina realmente altera o estado de espírito do cidadão. E como diz o poeta: um homem romântico vale mais que dois homens não românticos. Não resisti Thiago! Hehe

Se é a insulina eu não sei, mas algo alterou a normalidade da minha relação com meu querido celular neste fim de semana. Sábado após uma conversinha - eufemismo para 40 minutos em média no celular com Tinão, no final já estávamos falando em italiano, e a bateria estava pedindo arrego. Começa o ritual. Meu celular decidiu não permitir mais que eu introduzisse objetos em suas saídas, isso inclui o carregador que tem a finalidade de mantê-lo vivo, mas ele não compreende. Por isso, toda vez que dá seu último suspiro sou obrigada a arrancar-lhe das costas seu coração a fim de carregá-lo. Como num dia qualquer, fiz o ritual do dito cujo. Saturday night... Hora de sair e eu recoloco seu órgão principal no lugar. Aperto o botão liga/desliga com a maior calma desse mundo esperando para ver o bonequinho saltitar dizendo-me bom dia de um jeito meio extraterrestre. Nada acontece. Tento de novo. Nada acontece. Sou brasileira, tento mais uma vez. O pior aconteceu, o pobrezinho não aguentou essa pressão de tira e coloca e se foi para as terras do paraíso, imagino eu aflita. Tudo escuro como ébano, nem uma luzinha se quer acendeu. Quando percebi que ia ficar sem celular pelo menos até na segunda, na qual iria desesperadamente à assistência, vi o quanto dependo dele, das músicas do arco da velha que ainda armazeno lá, dos meus números... Aliás, liguei para Drisa e fiquei na dúvida, o final seria 63 ou 68? Sabia que era meia alguma coisa, arrisquei o 63 e um cara que falava estranho atendeu. Fica dica agora, o final é 68, só falta descobrirem os seis primeiros números gatinhos. AHHAHA Depois dessa o Clement me mata.

Mas passei melhor do que imaginava o fim de semana. Segunda chegou, ressaca passou e eu decidi ir até a assistência. Estava certa de que havia chegado o momento de aposentá-lo. Ao chegar lá expliquei o caso à moça, que ele era enjoado e não aceitava mais o cabo, toda a ladainha. Ela examinou-o, apertou o botão liga/desliga e eu vejo as sombras do bonequinho saltitar do jeito meio extraterrestre, através do ombro dela. Dentro de mim algo gritava “bitch, eu também fiz tudo isso! ’’. Ao perceber que eu não havia feito tudo exatamente da parte tudo isso, quis sair correndo da loja. Peguei meu celular humildemente, enfiei-o na bolsa e sai de lá às pressas como se estivesse fugindo de Hitler. Já respirando o ar puro na calçada, da falsa liberdade de fugir de Hitler, eu tive um ataque de riso. Eu estava apertando em qualquer botão, menos o liga/desliga. Definitivamente, acho que teve muita insulina nos últimos dias. Melhor explicação para tamanha distração.

Antes de encerrar o dia, Milena Gioia mia, estou morrendo de saudades.

domingo, 7 de agosto de 2011

Não é que eu queira reviver nenhum passado, nem revirar um sentimento revirado. Mas toda vez que eu procuro uma saída, acabo entrando sem querer na tua vida.
Ana Carolina