A luz pra você entrar. Mas o escuro te amedronta. Você sabia que a cada passo avante, uma certeza se confirmava. Uma expectativa surgia. Várias. Esse é o problema. Metade de mim, não gosta de se aproximar das pessoas. Eu me apego fácil. E se você me deixar? A outra parte vai ter certeza, que se aproximar, nem sempre é bom. Mas dessa vez, metade de mim não teve receio. Apenas o anseio do desconhecido. Das suas manias e desejos. Não sei como isso se chama. Mas também não me importo. Nem quero saber. Não me preocupo mais com isso, você me ocupa muito mais.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Já esmagou o dedo?
Provavelmente sim. Todo mundo já. Pode ser o dedinho da mão, o dedão do pé. Qualquer dedo. É uma merda. Mas só quando se esmaga que se dá valor. Pelo menos foi assim comigo. Sabe com que isso se parece? Quando você faz tudo por alguém, mas não é valorizado. Você pode se sentir esmagadinha por dentro. De repente, como um vento forte, chega alguém, e fecha a janela. E fica com a casa todinha. Aquela sua esmagadinha nem é nada, perto da batida que alguém, leva na cara. Quem sabe aprende a dar valor. Porque poxa, não é nada fácil ser um dedo. Não use por um dia o seu indicador e seu dedo médio. E passe a valorizá-los, assim como valoriza seus olhos. Os dedos são os olhos da sua mão. E do seu pé. E não se arrependa das besteiras que já fez por alguém. Uma ventania sempre pode superar tudo.
Hakuna matata! sadiuash
Voltei a falar sozinha, na verdade com as paredes, e objetos que encontro pela frente. Preciso recuperar minha sanidade. Já sei como fazer isso, mas até que tá bacana falar feito boba com as coisas. Elas te compreendem como ninguém, sem contar que não te criticam. IUSAHDIUASH. Ok, chega.
Tava estressada, cheia de coisas pra terminar, e com uma daquelas bombas pra desarmar, daí o M. pegou uma folha, me fez pisar em cima, e desenhou o contorno dos meus pés (que por incrível que pareça couberam na folha (y)kkk). Daí ele ficou me olhando com aquela carinha linda que dá vontade de morder. Começou a rir, e disse HAKUNA MATATA! E sabe de uma coisa? Deixa que exploda. Larguei tudo lá. Dei um beijo no M. e vazei. Sabia exatamente o que fazer. Quando eu menos esperava, alguém havia desarmado a minha bomba. E eu tive certeza que fiz o que tinha que ser feito. Hakuna matata baby! Adoro essa frase, que em alguma língua que não me lembro o nome, significa ‘’’não há problemas’’. So, be happy! Era exatamente isso que eu estava precisando, alguém pra me dizer, que não há problemas, que tenham o direito de tirar o sorriso do nosso rosto.
E agora recomeça, a cada nova esquina um susto. Os porta-retratos gigantes. Estão por toda parte. Os candidatos, te fitando a todo o momento. Parece que vão sair da placa, e arrancar seus olhos. Fotos bisonhas de políticos simpáticos, pelo menos até serem eleitos. Dá medo!
Essa época do ano é sempre igual. Parece que tudo ressurge, recomeça. Acho que eu realmente saio da toca, depois de agosto. E depois de agosto, que as coisas acontecem. É clichê. Ou talvez porque muitas coisas boas que já aconteceram comigo sempre tiveram bons fluídos daí em diante. E quase com certeza, até esse fim de semana, terei muitos bons motivos para comemorar. Acho que comecei com coisas mais concretas, e um pouquinho de sorte extra. Ah, F. terminei teu vestido. ;)
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pérolas
Quando eu morrer, todas as pérolas do meu colar vão rolar. Porque o fio que as une irá romper. Assim como o sangue, que corre entre as minhas veias, irá cessar. Espero que todas encontrem suas ostras. Quem vai saber que elas eram minhas? E será tão estranho imaginar, que há muito tempo atrás, o mundo todo pendia no meu pescoço, quando cada pérola se unia por intermédio do fio de prata, acentuando umas as outras a sua tonalidade única. E a perfeição imperfeita do formato de cada uma. E lá, na região mais abissal do oceano, novas pérolas se formaram. E quem sabe, se uniram novamente, pendendo assim o novo mundo no pescoço de alguém. Porque nós vamos e voltamos, como pérolas. Entre o mar e a terra. Entre o mundo de lá, e de cá.