E hoje esfriou de novo. Quando percebi já estava amontoada aos cobertores. Esse inverno tá estranho. Ou talvez eu que esteja mais estranha que no ano passado. Vai saber. Mas continua frio, enquanto isso eu vou me afogando em cafés, chás e afins. Resolvi jogar algumas muitas coisas fora hoje. Renovar a vibe do meu quarto. Eu guardo de tudo. Sou apegada as coisas, e as que não me apego acho fofas, então guardo. Mas hoje, resolvi me livrar de boa parte delas. Eu tinha perdido as minhas chaves de casa. Freqüentemente, ficava trancada do lado de fora. Sem contar que minha independência do portão estava o Ó. Então, semana passada mandei fazer chaves novas. Enquanto esperava, o senhor que as copiava, não parou de tagarelar. Era simpático, até na hora que tirou minha ficha, me senti em um interrogatório. Só faltou me perguntar a marca do meu creme dental, ok um pouco menos, mas faltou pouco. O sujeito me ensinou a copiar uma chave (duas, porque os modelos eram diferentes) apesar de eu não ter nenhuma daquelas máquinas estranhas e quiçá usá-las novamente. Mas foi divertido. Se nada der certo na minha vida, posso virar chaveira, HSAUIDAH. Não me esqueci que tinha perdido as minhas chaves, com o chaveiro fofo que a C. me deu. Mas estava tranqüila, pois recuperei parte do perdido. Ainda sentia pelo chaveiro, mas preferi deletar este fato. Enquanto puxava coisas pra cá, e mudava o lugar, e descobria novas caixinhas e atirava antiguidades recentes para o lixo, avistei uma bolsa Poá que há muito tempo não usava, e que havia até me esquecido que tinha. Ao abri-la, não acreditei. Lá estava ele. O chaveiro, e as chaves. E ao revirar a bolsa, encontrei outros pertences perdidos, mas que não vem ao caso. Eu acabara de encontrar o que tanto procurei, justamente quando desisti de procurar. Talvez essa teoria faça mesmo sentido. Quando libertamos algo que muito queremos, ele volta com a mesma intensidade. E se der sorte, em menos de uma semana. Fiquei feliz. Aquela felicidade boba, de quando se é surpreendido, nem que seja por um molho de chaves. Aí me lembrei de quando eu ‘’esqueço’’, dinheiro no bolso da calça, casaco, daí quando retorno a usar o encontro novamente. Ah, hoje também comecei umas coisas novas. Fé que dá certo, força na peruca! Talvez fale um pouco sobre, mais pra frente aqui no blog.
domingo, 1 de agosto de 2010
Chaves
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