sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Sentada na areia socada após uma chuva de verão, ela via o sol ressurgir por entre as montanhas. As pessoas ocupavam suas posições novamente. Alguns ainda molhados riam do que passou. Mas duas pessoas permaneciam no mesmo local, aliás, permaneceram durante todo tempo. Durante toda chuva. A calma dos dois podia ser transmitida agora, pelas calmas ondas que chegavam até a praia. Podiam passar despercebidos, mas não para ela, que acompanhou tudo. Bicicletas passaram, o vento soprou mais uma vez levando as nuvens para outro lugar, e ela compreendia que a felicidade é uma contradição. Por um instante de descuido, desapareceram com o sol. De repente, surgem diante dela, e sem hesitar, se junta a eles. A felicidade é o caminho. É a luta, é o trabalho que nunca acaba. É a chuva em uma tarde de verão. São os três, agora juntos.
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