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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Primeiras borboletas... A gente nunca esquece!

Hoje encontrei uma caixa antiga, quando abri encontrei outra caixa, na qual me remeteu algumas doces lembranças da minha infância. Dentro dela haviam fotos minhas com outras crianças. Comecei a vê-las por curiosidade, até me deparar com o Guilherme. Loirinho, olho claro, pequeninho, fofinho. Foi ele quem me despertou a primeira sensação de amor surreal. Eu devia ter uns 5, 6 anos. Ele era todo querido comigo, e com as outras meninas (por isso acho que ele não foi só o meu amorzinho). Enquanto todos os outros queriam jogar bola, ele brincava de casinha. Eu lembro que adorava observar ele. Podia ficar o vendo brincar por um bom tempo, apenas para tentar assimilar o que eu estava sentindo. Eram as primeiras borboletinhas que surgiam no meu estômago.

Tempo depois, já no pré, pude compreender o que era isso. O menino do doce sorriso que brincava comigo, já não me interessava mais. O amor virou amizade. O que eu vislumbrava nesse momento era o protótipo de macho alfa. E o que melhor representava isso, era o menino mais improvável da sala. Que jogava bola, e não ligava para garotas e que provavelmente não daria a mínima para isso.

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