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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sempre me perguntei

Se o que eu vejo, você também vê. Acho que não. Mas sou surpreendida com respostas iguais as minhas, quando descrito algum objeto por exemplo. Uma coisa é óbvia, gostos são diferentes. Cada um tem uma preferência, em relação a essa preferência, é que se voltam os olhares. Daí, cada um vê o que lhe chama atenção, o que lhe agrada. Mas aí minha dúvida anterior retorna. Será que estamos vendo as mesmas coisas? Será que nossos olhos vêem, e nosso cérebro processa as informações da mesma forma? Porque algumas coisas passam despercebidas para alguns, enquanto para outros não?

Na verdade, vemos o que queremos ver. Mas sendo mais pragmática, penso que observamos o que para nós faz sentido. O que para nós tem importância. Cada um tem uma história, e cada história constrói o que somos, ou nos tornamos. E é por isso, que chegamos a conclusões tão diferentes. A opiniões tão distintas. O que faz de nós únicos. Seja pelo olhar que temos as coisas, ou pela forma que às processamos. Felizes de nós, que vemos as mesmas coisas, e interpretamos de uma forma tão singular. Tão minha, tão sua.

Uma coisa é certa. As coisas podem ser as mesmas, mas nossos olhares são diferentes.

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